terça-feira, 15 de junho de 2010

É impossível ser feliz sozinho... Será?

Constantemente venho me questionado sobre essa afirmação. Que o amor é mesmo fundamental, não há dúvidas, porém, não podemos ser felizes com um amor-próprio, somente? É, talvez tenhamos mesmo em algum momento, ter em quem apoiar. Talvez a solidão seja realmente necessária, mas só por uns instantes. Tempo pra refletir, colocar as vírgulas e pontos finais em seus devidos lugares e analisar como anda o aspecto vital de um modo geral. Curtir um tempo com você mesmo um pouco, faz muito bem... Todavia, é chegada uma hora onde o que mais você quer é um colo. Alguém que te faça sentir amado. Alguém que cuide de você e possa fazer por você, tudo aquilo que você faria por ele. Eu creio que podemos sim, sermos felizes sozinhos, mas não num sentido amplo da expressão, e sim, com bases sólidas constituídas de amor. Amar-se em primeiro plano é essencial para que os outros amores passem a existir na sua vida, de forma plena. Independente do laço amoroso, e embora não possa ser definido, é o amor quem dá sentido à nossa vida, que define a nossa vida. Cabe a nós vivê-lo de maneira absoluta, intensa, deixando ser um capítulo na história; tanto para a felicidade quanto para o amadurecimento.

3 comentários:

Francielle disse...

Isa, que texto excelente! Estava mesmo precisando ler algo assim, acho que você saber o por quê.

Concordo contigo plenamente quando diz ''amar-se em primeiro plano é essencial para que os outros amores passem a existir na sua vida''... todos precisam estar motivados, precisam amar-se para que a vida fique mais gostosa de ser vivida. Sendo assim, várias portas surgiam em nossas vidas, sei disso.

''Viver de maneira absoluta'', esse é um dos lemas que você me ensinou, e levo isso sempre comigo. *-*

Parabéns pelo texto, eu amei.
Um grande beijo!
Fran.

Marcelo Zaniolo disse...

Lembrei agora de uma espécie de ditado popular que escutei faz tempo. Algo como "cuide do seu jardim que as borboletas virão até você", e acho mesmo que é esse o caso.

Ao meu ver, todos temos completa capacidade de sermos felizes sozinhos, de bastarmos a nós mesmos. Mas também acho que a felicidade a dois é muito mais completa, explícita e, por mais estranho que possa soar, feliz.

Se por um lado de nada adianta amar-se e não ter em quem se apoiar, como você usa em seu texto; por outro não adianta ter alguém e depender deste mesmo alguém para sentir-se feliz.

Vejo que o amor deve existir simultaneamente de dentro para fora e de fora para dentro. Em equilíbrio.

Parabéns pelo texto.
Beijo.

Guilherme Sakuma disse...

Concordo, a felicidade autêntica só pode ser amplamente vivenciada e descoberta quando sozinho, jamais acompanhado. Não sei se foi isso que você disse rs, mas eis minha reles opnião.

 
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