quarta-feira, 5 de maio de 2010

Whatever

E o que fazer quando tudo está assim... Diferente?

Os planos que outrora pareciam tão certos de si de repente (não mais que de repente) se vêem tão difundidos em sonhos errantes, vontades deliberadas e talvez destinos utópicos. O que já fora determinado, encontra-se sob ameaça de restituição. Ou até já fora restituído. O tempo conta? Receio que sim. Aliás, nem sei mais se receio, perdi o medo de arriscar, de crer para ver. Ou até de ver para crer. Whatever. Sinto-me com uma ousadia ácida, chegando a ser mórbida. E vai tomando conta dos meus tecidos, dos meus poros ao ponto de chegar a transpirá-la. E a magia utópica se desfaz. O óbvio passa a ser distorcido, incalculável. Resta-me lápis e papel. Vertigens quando você chega maroto e me fala sobre seus desejos, de forma contida e reservada, como quem quer guardar para si o que todos já enxergam.

E como sempre o utópico desentoa e o som recomeça.

2 comentários:

O Profeta disse...

Hoje ofereci as cores da minha paleta
A uma amiga na sua dor
Ouvi seu choro ao meu ouvido
No fatalismo do desamor

Hoje o sono acordou-me
A nostalgia agitou suas asas cinzentas
Esqueci no acordar o ultimo abraço
E contei as nuvens que eram tantas


Doce beijo

Ana Carvalho disse...

ô se entendo.

 
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